Nosso Objetivo

Este blog tem como finalidade trocar ideias, experiências e conhecimentos para a aquisição da escrita, da leitura e compreensão de diversas tipologias textuais pelos alunos. Somos um grupo de cursistas do curso Leitura e Escrita em Contexto Digital - 2ª Edição 2012 de formação fornecido pelo Governo do Estado de São Paulo em que buscamos o prazer e o saber pela leitura.



Vamos viajar nessas competências deliciosas e juntamente colaborar conosco?



Um grande abraço dos autores.



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Diálogo da Profª Sônia



O relógio desperta, está amanhecendo, mas ainda está meio escuro lá fora, pois estamos no horário de verão. Muito relutante, me levanto.


Ai meu Deus, que vontade de dormir mais um pouquinho, olho para o relógio e este, marca 6.05h.. Quase não dormi está noite, pois o barulho na rua, estava infernal.. Toda sexta-feira é assim. Mas se ontem foi sexta-feira, hoje é sábado, e eu não trabalho aos sábados. Que constatação maravilhosa!


Estava me preparando para voltar pra cama, quando toca o telefone. Antes de atender, olho o número da chamada. É da Julia, uma amiga de trabalho.


- Fala garota, você acordada a esta hora, ou ainda nem foi dormir?


- Amiga, socorro! Há um cadáver em minha porta.


- Júlia, você bebeu? Como assim, cadáver, você anda vendo muito filme ou lendo histórias de suspense. Daqui a pouco vai dizer que é o Max da Avenida Brasil.


- Você não está acreditando em mim? Estou falando a verdade.


- Então o melhor a fazer é ficar calma e ligar para a polícia. Não o deixem pensar que é trote.


- O que vou dizer pra eles?


- Diga a verdade, conte que um cadáver, foi visitá-la. Júlia, desculpe, eu só estou tentando deixá-la mais calma.


- Se até você que é minha amiga, não está acreditando em mim, os policiais vão acreditar?


- Júlia, desculpe novamente, é que não é uma situação corriqueira, encontrar um morto à nossa porta, você concorda?


- Mas estou falando a verdade! Ele continua lá fora, “mortinho da silva”.


- Então vamos agir. Me passe detalhes deste defunto, como: o que estava vestindo, se é velho, moreno etc, que eu ligo para Central de Polícia e em seguida vou até a sua casa. Você fica de olho para que ele não fuja... brincadeirinha amiga.


- Você realmente não está acreditando em mim, acha que estou inventando tudo isso.


- Júlia, fique calma, se é que é possível, manter a calma numa hora dessas. Vou desligar o telefone e ligar pra central de policia. Até daqui a pouco. Não abra a porta para ninguém. Tô chegando. Beijos.


- Amiga, não demore, por favor! Estou apavorada.


- Central de Polícia, bom dia!



domingo, 4 de novembro de 2012

O Cadáver Misterioso


- Alô! Carla? É você? Alô! Quem é?  
-Alô! – Carla? Que aconteceu? Irene, você nem imagina o que acaba de acontecer.
-Calma, respira fundo e me fala ! 
-Sabe, não estava conseguindo dormir, rolava na cama já um tempinho, quando ouvi um barulho forte na cozinha.
- Num primeiro instante pensei que algo tivesse caído do armário, ou a Kátia que já tivesse levantado e arrumava o café da manhã.
-Mas não foi bem isso não, Irene, me ajude por favor !
 -Calma, calma, Carla. Respira e para de chorar porque assim não consigo entender nada.
-Bem, corri escada abaixo e quando me aproximei da cozinha, vi algo no chão, nem dei muita atenção, porque ainda estava escuro. Só vi o Alfredo encostado na parede,minha nossa! Aquele olhar fixo naquele vulto que a esta altura já parece  um cadáver.
-Carla, fala logo o que aconteceu? 
-Você nem imagina Irene, o Alfredo, marido da Kátia, também sem sono e para não acordá-la, resolveu sair do quarto. Isso quem me contou foi ela depois...que não  estava dormindo, só fingindo para que o marido não ficasse constrangido.
-Vai Carla, fala logo. O que aconteceu? Ele morreu? Desmaiou?
- Calma amiga,deixa eu me concentrar porque ainda estou chocada.
É que quando Alfredo desceu para a cozinha beber água, deu de cara com um camarada num capuz ninja. Ficou assustado e nem pensou duas vezes, partiu pra cima do sujeito, se atracaram e nisso caiu batendo a cabeça na quina da mesa. Foi aí que ouvi o barulho que veio da cozinha e me deparei com aquela cena. O camarada ali  estirado. Estou tão assustada quanto o Alfredo.
_E daí? O que você vai fazer? 

 _Não sei, estou tão apavorada mesmo.
_Carla, me diz uma coisa, já puseram a mão pra sentir seus batimentos cardíacos? 

_Não, não pusemos a mão porque estamos com medo de deixar nossas digitais nele e na arma que ainda está em suas mãos.  Então faça  isso rapidamente e me fale, OK.?

Irene, ainda está aí ? Claro...então? Está esperando o quê? 

Bem, realmente não tem nenhuma pulsação...pra mim ...meu Deus... está morto.

Carla, quer que eu ligue pra polícia ou você vai ligar? Não sei.
-Carla, calma, raciocina, nesses casos é melhor chamar o polícia primeiro, depois liga pro resgate e  comunica o fato.
-Mas você não acha que isso pode complicar a mim e o Alfredo? Claro que não, é o certo a fazer nesse momento.
-Pode deixar, vou ligar.
 Carla, vou desligar e espero que  ligue mesmo e estou indo pra aí pra ajudar vocês.

Amiga, um beijo e até. Saiba que tiveram sorte porque poderiam ter sido mortos por esse maluco ou sei lá quem é esse cadáver. 
-Até! Vem logo.

Autora: Irene Weber Donatelli

Diálogo da Maria de Fátima




Oi Gio tudo bem?

Oi, tudo bem e aí? Você está com uma voz estranha, desesperada.

Pois é, nem lhe conto! Aconteceu uma coisa muito estranha aqui no prédio.

Que coisa, me conte logo, estou aflita!

Acordei no horário de sempre, quando estou na cozinha passando café, ouvi um barulho no corredor, e o Willy latindo sem parar na porta.  Olhei no olho mágico e não vi nada.

Era que tipo de barulho?

Ah, sei lá, algo grande caindo. Resolvi abrir a porta e bem embaixo tinha um homem caído.

Como assim, na sua porta?

Isso, mas ele estava como se tivesse sido  jogado e estava morto.

Morto?

Sim , sem respirar, frio. Senti porque mexi nele, para ver se conhecia.

Comecei a gritar, foi um horror o mundo veio aqui.

Era seu vizinho?

Nunca tinha visto, resumindo veio "rabecão", polícia científica que até me interrogoue também a TV Bolinha.

Você deu entrevista?

Nem pensar, primeiro fiquei muito assustada depois já pensou , nunca apareci na TV, aparecer pela primeira vez na notícia policial é o fim!

Mas agora você está bem? Quer que eu vá até aí?

Não precisa , estou bem. Foi um susto na hora mas aguardo as invetigações para saber o que realmente aconteceu.

Só liguei para desabafar. Beijos

Beijos, se precisar pode contar comigo.

Misterial Parte II



-Vá lentamente até a lavanderia e observe o que está por trás da porta balcão.

-Ok.

-AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!

- O que foi? Fala, Mari

-AU AU AU AU!

-Deixe a Layla ver e já já ligamos para polícia!

-Está bem!

-Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh

-blu..blu...blu....

-Deixe seu recado após o sinal..Trim

-Droga! Só caixa postal no celular do Miguel! Deixa eu ligar para a Mari...

-Alô? Mari? O que houve?

-Teeem uuum homem estirado no meu quintal!

-Ele está dormindo?

-Aparentemente não, Katita!

-Por que aparentemente?

-Em volta dele tem sangue!

-Socorro!

- O que está acontecendo aí?

-Tem um homem alto, claro,jovem, cabelos lisos e louros, estirado e mortinho no meu quintal! Socorroooooooo!

- Mari, acalme-se e ligue para o seu marido do telefone fixo, enquanto eu ligo para a polícia.

-Está bem!

-Alô? É uma emergência. Há uma ocorrência na Rua das Flores, número 31, bairro Esperança onde foi encontrado um homem alto, claro,jovem, cabelos lisos e louros estirado no quintal da casa da minha amiga! Por favor, encaminhem uma viatura para lá. O nome da pessoa que você chamará é Marilanda González e meu nome é Katia Seligman.

-Mari, você está na linha?

-Sim, amiga! Não consigo falar com o Miguel!

-Mari, a polícia está indo para aí e o Wilson conseguiu falar com o Miguel e ele está voltando para sua casa.

-Graças a Deus, manda um beijo pro Wilson!

-Mari, fique calma e vá receber a polícia!

-Flor, vou desligar agora pois o Miguel chegou.

-Está bem, qualquer coisa me mantenha informada e estou à disposição para o que a polícia precisar. Beijos e fica com Deus.

-Amém, beijos!













Autora: Professora Katia

Misterial Parte I



-Aah loo?

- Bom dia! Quem fala? Mãe?

Não havia sido reconhecida quem é a dona da fala. Uma pausa trêmula.

- Aiii, socorro, Katia!

-Marilanda é você? Aconteceu algo com o Miguel? Como está o Miguelito?

-Flor, estou em pânico! Acho que eu ouvi ele se mechendo! É , estou ouvindo, não é possível! Minha Nossa Senhora, interceda por mim e pela minha família!

-Mari, você está me deixando confusa e com medo. O que está acontecendo?

-Katita, estou com medo!

-Má, estou confusa e com medo pelo tom amendrotando da sua voz. Onde está o Miguel? Posso falar com ele?

- Flooorrr! O sujeito se mexeu. Estou vendo a sombra dele aqui no quintal.

-Marilanda quem é que se mexeu? Seu marido? Seu irmão? Seu filho?Tem ladrão na sua casa? Chama agora o Miguel para eu falar!

-Amiga, não tem como eu chamar o Miguel.(Marilanda chora). O Miguel não está, levou o Miguelito para a escola.

-Mari, o que está havendo? Por que está chorando? Sua mãe está em casa? O que houve no seu quintal?

-Ká, você ouviu? Eu estou sozinha e com medo.

-Sim, Mari. São 7:20 da manhã e seus vizinhos estão brincando de te assustar pois hoje é primeiro de abril!

-Katita é sério, não brinca não! A Layla (poodle toy) não para de latir. Tem um homem estirado e morto no meu quintal!

-AAAAAAAAAAHHHHHHHH!


-Catapluft!

-Au au! Caim, caim!

-Mari, Marilanda? Cadê você? O que está havendo com a Layla? Responde e eu chamarei a polícia!

-Amiga a Layla está com o pelo manchado de terra e algo vermelho na parte debaixo dela!

-Sangue? O que foi aquele estrondo? Ele realmente está morto?

-Caim,caim-au au au!

-Não sei, Katia! Estou com medo de ir lá ver. A Layla está brava, latindo e tremendo. Ela acabou de voltar da parte dos fundos do quintal.

-Mari, você está exatamente onde?

-Estou na cozinha, desde que acho que tem alguém morto no meu quintal e estou com medo de chamar a polícia.

-Eu estou com o celular na mão e com você no telefone. Por favor me escute e tente manter o máximo de calma possível.

-Flor eu estou com medo e nada calma. Nada de o Miguel atender o celular!

-Mari, se concentra no que estou pedindo e deixa seu celular quieto pois pode ser que nós poderemos usar!

-OK.

Dialogando


 Compartilharemos,conforme visto nas explanações de textos anteriores, neste espaço, textos elaborados por nós educadores, em processo de formação continuada. Estas produções deverão observar  a seguinte  comanda: escrever um relato em primeira pessoa de uma conversa telefônica,(você e o amigo que encontrou um cadáver), observando algumas sequências de ações. Este relato deverá ser centrado na sensação subjetiva de quem acompanhou os fatos, fazendo uso de palavras que expressem sentimentos e emoções.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nosso objeto de estudo: diálogos.


Bom dia a todos!

Iremos trabalhar com vocês o gênero textual diálogo, conforme solicitado pelo curso Leitura e Escrita em Contexto Digital.

Para falar um pouco sobre esse tipo de texto deixaremos abaixo a definição e a explicação apresentadas pela Wikipédia: "Diálogo é uma conversação estabelecida entre duas ou mais pessoas. Como tal, é a principal forma de criação do teatro (embora o monólogo tenha neste gênero de arte também o seu lugar de destaque). Para existir diálogo tem de existir um locutor e um interlocutor

Diálogo (do grego diálogos [διά = através e λογόι = palavra, conhecimento] , pelo latim dialogus) – 1. Entendimento através da palavra, conversação, colóquio, comunicação. 2. Discussão ou troca de idéias, conceitos, opiniões, objetivando a solução de problemas e a harmonia.

Uma das características do homem moderno que ganhou mais fôlego com a revolução tecnológica foi a preocupação com a economia do tempo, bem como a de fazer sempre mais coisas em tempo menor. Nesse contexto, o imperativo da objetividade ganhou força e também interferiu nas relações pessoais. A conversa, por exemplo, é um gênero bastante desprestigiado nas teorias discursivas, isso porque conota temas aleatórios, desnecessários e que, por isso, não produzem resultados concretos.

Benveniste (2006) Chama a atenção sobre essa forma de discurso, que denomina de comunhão fática, e reconhece que deveria ser estudada no contexto da enunciação. Para esse lingüista, as palavras, na comunhão fática, preenchem uma função social e esse é o seu principal objetivo, mas não são o resultado de reflexão intelectual nem despertam, necessariamente, qualquer espécie de reflexão no ouvinte. Por que então a conversa resiste às convenções e as etiquetas impostas pelo mundo da objetividade? Na Internet, é comum a manutenção de salas específicas para conversas, mesmo em espaços destinados a temas formais e acadêmicos, uma espécie de resgate no espaço virtual dos cafés que desde o século XVI eram considerados verdadeiros centros de comunicação oral, Istambul era famosa nesse século por seus 600 cafés.

Dialogo é: Uma conversa entre duas ou mais pessoas; Uma troca de ideias para se chegar a um bom entendimento; Obra literária ou cientifica em forma de conversação; Alternância de dois factores complementares um do outro."





Espero que tenhamos elucidados vocês. 

Um abraço das autoras.