Nosso Objetivo

Este blog tem como finalidade trocar ideias, experiências e conhecimentos para a aquisição da escrita, da leitura e compreensão de diversas tipologias textuais pelos alunos. Somos um grupo de cursistas do curso Leitura e Escrita em Contexto Digital - 2ª Edição 2012 de formação fornecido pelo Governo do Estado de São Paulo em que buscamos o prazer e o saber pela leitura.



Vamos viajar nessas competências deliciosas e juntamente colaborar conosco?



Um grande abraço dos autores.



domingo, 4 de novembro de 2012

O Cadáver Misterioso


- Alô! Carla? É você? Alô! Quem é?  
-Alô! – Carla? Que aconteceu? Irene, você nem imagina o que acaba de acontecer.
-Calma, respira fundo e me fala ! 
-Sabe, não estava conseguindo dormir, rolava na cama já um tempinho, quando ouvi um barulho forte na cozinha.
- Num primeiro instante pensei que algo tivesse caído do armário, ou a Kátia que já tivesse levantado e arrumava o café da manhã.
-Mas não foi bem isso não, Irene, me ajude por favor !
 -Calma, calma, Carla. Respira e para de chorar porque assim não consigo entender nada.
-Bem, corri escada abaixo e quando me aproximei da cozinha, vi algo no chão, nem dei muita atenção, porque ainda estava escuro. Só vi o Alfredo encostado na parede,minha nossa! Aquele olhar fixo naquele vulto que a esta altura já parece  um cadáver.
-Carla, fala logo o que aconteceu? 
-Você nem imagina Irene, o Alfredo, marido da Kátia, também sem sono e para não acordá-la, resolveu sair do quarto. Isso quem me contou foi ela depois...que não  estava dormindo, só fingindo para que o marido não ficasse constrangido.
-Vai Carla, fala logo. O que aconteceu? Ele morreu? Desmaiou?
- Calma amiga,deixa eu me concentrar porque ainda estou chocada.
É que quando Alfredo desceu para a cozinha beber água, deu de cara com um camarada num capuz ninja. Ficou assustado e nem pensou duas vezes, partiu pra cima do sujeito, se atracaram e nisso caiu batendo a cabeça na quina da mesa. Foi aí que ouvi o barulho que veio da cozinha e me deparei com aquela cena. O camarada ali  estirado. Estou tão assustada quanto o Alfredo.
_E daí? O que você vai fazer? 

 _Não sei, estou tão apavorada mesmo.
_Carla, me diz uma coisa, já puseram a mão pra sentir seus batimentos cardíacos? 

_Não, não pusemos a mão porque estamos com medo de deixar nossas digitais nele e na arma que ainda está em suas mãos.  Então faça  isso rapidamente e me fale, OK.?

Irene, ainda está aí ? Claro...então? Está esperando o quê? 

Bem, realmente não tem nenhuma pulsação...pra mim ...meu Deus... está morto.

Carla, quer que eu ligue pra polícia ou você vai ligar? Não sei.
-Carla, calma, raciocina, nesses casos é melhor chamar o polícia primeiro, depois liga pro resgate e  comunica o fato.
-Mas você não acha que isso pode complicar a mim e o Alfredo? Claro que não, é o certo a fazer nesse momento.
-Pode deixar, vou ligar.
 Carla, vou desligar e espero que  ligue mesmo e estou indo pra aí pra ajudar vocês.

Amiga, um beijo e até. Saiba que tiveram sorte porque poderiam ter sido mortos por esse maluco ou sei lá quem é esse cadáver. 
-Até! Vem logo.

Autora: Irene Weber Donatelli

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